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	<title>Comments on: D.E.V.A.G.A.R.</title>
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	<description>o que precisa ser feito?</description>
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		<title>By: Djalma Gomes, PMP</title>
		<link>http://www.pfvasconcellos.eti.br/blog/2007/08/16/devagar/comment-page-1/#comment-60</link>
		<dc:creator>Djalma Gomes, PMP</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 22:04:00 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo que na entrada da era de aquarius, a integração é o lema.  Por isto termos como SOA e globalização surgem muito fortes e profissões como &quot;Relações com Investidores&quot; e &quot;Gerente de Relacionamento&quot; também aparecem com força total.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A abordagem ágil é algo similar que vem propor justamente uma maior interação entre TI e usuários ou entre cliente e fornecedor.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muito louvável, mas esquecem-se dos conflitos resultantes desta tentativa de integração.  E quando os conflitos surgem, a reação automática é &quot;Tirar da reta&quot; com pérolas como &quot;Não foi isto que eu disse&quot; ou então &quot;vc entendeu tudo errado&quot;.  Formalizações e aprovações formais visam justamente reduzir este conflito.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Diz-se tambem que em TI, a equipe de projeto só descobre o que o usuário queria depois de entregar o que ele pediu.  E o usuário só percebe o que ele realmente precisa depois de receber aquilo que ele queria.  Enfim, há situações que um pouco mais de braimstorm e planejamento inicial pode-se economizar muito dinheiro mal gasto no futuro (esta é toda a tônica da técnica de Value Improvement Practice em gerenciamento de projetos).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Obviamente que há situações que não conseguimos um braimstorm eficiente no inicio e precisamos de ir definindo gradualmente o escopo detalhado ao longo do projeto.  Neste contexto, pode-se usar a técnica de sprint, desde que bem gerenciado os conflitos comportamentais de algo &quot;mal definido&quot;.  Deve-se também ficar de olho naqueles recursos e usuários que adoram discutir o sexo dos anjos, mas não chegam a lugar algum.  A definição de um escopo inicial detalhado pode reduzir este tipo de risco.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em projetos grandes ou que competem por recursos, a abordagem ágil também pode conter grandes perigos.  Sem uma gestão centralizada, corre-se o risco de 2 projetos ou sub-projetos simultaneos atualizarem o mesmo artefato ou programa.  Nestas situações de muitos projetos, é vital termos uma gestão de configuração muito forte e para tanto, a abordagem waterfall pode ser mais interessante, desde que possivel (pois há situações em que Waterfall se torna impraticavel)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E por fim, gostaria de chamar a atenção de que gestão agil não existe (na minha modesta opinião).  O PMBoK deixa aberto para usar de mais ou menos formalidade dependendo do projeto.  Como projeto lida com pessoas e culturas, não há 2 projetos identicos.  Em um projeto, eu posso ter maior necessidade de formalização e em outro pode ser o oposto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que estamos na verdade discutindo é o ciclo do projeto (e não o ciclo do gerenciamento de projetos), que em TI chamamos de SDLC.  Dentro do SDLC, temos sim 2 abordagens diferentes que são Waterfall e Iterativo. Portanto não é adequado (na minha opinião) falarmos de gerenciamento ágil. Afinal, cada gerente deve definir a regra do jogo que é mais adequado ao seu contexto. Mais ou menos formalismo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A ideia de um gerenciamento agil com equipes auto-gerenciaveis se assemelha ao ideal defendido por Thomas Morus em seu livro Utopia (descrevendo uma perfeita sociedade socialista).  Mas até termos empresas com altissma maturidade e pessoas sem motivações pessoais (apenas motivações do grupo), penso que a presença de um gerente formal é fundamental. E este gerente deve ter responsabilidade (ou seja, accountability) de gerente. Os motivos pessoais sempre existem na grande maioria das pessoas (já dizia Maslow) e portanto, tecnicas de resolução de conflitos é um MUST em qualquer projeto.  Sem um responsável mior pelo projeto, como ficaria a gestão dos conflitos?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ufa, este comentário foi longo.  Está aberto a descontrução (rs...)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo que na entrada da era de aquarius, a integração é o lema.  Por isto termos como SOA e globalização surgem muito fortes e profissões como &#8220;Relações com Investidores&#8221; e &#8220;Gerente de Relacionamento&#8221; também aparecem com força total.</p>
<p>A abordagem ágil é algo similar que vem propor justamente uma maior interação entre TI e usuários ou entre cliente e fornecedor.</p>
<p>Muito louvável, mas esquecem-se dos conflitos resultantes desta tentativa de integração.  E quando os conflitos surgem, a reação automática é &#8220;Tirar da reta&#8221; com pérolas como &#8220;Não foi isto que eu disse&#8221; ou então &#8220;vc entendeu tudo errado&#8221;.  Formalizações e aprovações formais visam justamente reduzir este conflito.</p>
<p>Diz-se tambem que em TI, a equipe de projeto só descobre o que o usuário queria depois de entregar o que ele pediu.  E o usuário só percebe o que ele realmente precisa depois de receber aquilo que ele queria.  Enfim, há situações que um pouco mais de braimstorm e planejamento inicial pode-se economizar muito dinheiro mal gasto no futuro (esta é toda a tônica da técnica de Value Improvement Practice em gerenciamento de projetos).</p>
<p>Obviamente que há situações que não conseguimos um braimstorm eficiente no inicio e precisamos de ir definindo gradualmente o escopo detalhado ao longo do projeto.  Neste contexto, pode-se usar a técnica de sprint, desde que bem gerenciado os conflitos comportamentais de algo &#8220;mal definido&#8221;.  Deve-se também ficar de olho naqueles recursos e usuários que adoram discutir o sexo dos anjos, mas não chegam a lugar algum.  A definição de um escopo inicial detalhado pode reduzir este tipo de risco.</p>
<p>Em projetos grandes ou que competem por recursos, a abordagem ágil também pode conter grandes perigos.  Sem uma gestão centralizada, corre-se o risco de 2 projetos ou sub-projetos simultaneos atualizarem o mesmo artefato ou programa.  Nestas situações de muitos projetos, é vital termos uma gestão de configuração muito forte e para tanto, a abordagem waterfall pode ser mais interessante, desde que possivel (pois há situações em que Waterfall se torna impraticavel)</p>
<p>E por fim, gostaria de chamar a atenção de que gestão agil não existe (na minha modesta opinião).  O PMBoK deixa aberto para usar de mais ou menos formalidade dependendo do projeto.  Como projeto lida com pessoas e culturas, não há 2 projetos identicos.  Em um projeto, eu posso ter maior necessidade de formalização e em outro pode ser o oposto.</p>
<p>O que estamos na verdade discutindo é o ciclo do projeto (e não o ciclo do gerenciamento de projetos), que em TI chamamos de SDLC.  Dentro do SDLC, temos sim 2 abordagens diferentes que são Waterfall e Iterativo. Portanto não é adequado (na minha opinião) falarmos de gerenciamento ágil. Afinal, cada gerente deve definir a regra do jogo que é mais adequado ao seu contexto. Mais ou menos formalismo.</p>
<p>A ideia de um gerenciamento agil com equipes auto-gerenciaveis se assemelha ao ideal defendido por Thomas Morus em seu livro Utopia (descrevendo uma perfeita sociedade socialista).  Mas até termos empresas com altissma maturidade e pessoas sem motivações pessoais (apenas motivações do grupo), penso que a presença de um gerente formal é fundamental. E este gerente deve ter responsabilidade (ou seja, accountability) de gerente. Os motivos pessoais sempre existem na grande maioria das pessoas (já dizia Maslow) e portanto, tecnicas de resolução de conflitos é um MUST em qualquer projeto.  Sem um responsável mior pelo projeto, como ficaria a gestão dos conflitos?</p>
<p>Ufa, este comentário foi longo.  Está aberto a descontrução (rs&#8230;)</p>
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