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Hot Commodity

Hot Commodity! Jeito legal de dizer que a profissão “Analista de Negócios” está em alta. Foi assim que a revista CIO da Alemanha apresentou o AN, em artigo do último dia 16/ago. Em novembro, também na Europa (Barcelona), acontece o “Project World & World Congress for Business Analysts“. Em 9 meses, o IIBA conseguiu certificar pouco mais de 70 profissionais. Um neozelandês, o resto dos EUA e Canadá. Ou seja, é tudo muito novo.

Ao mesmo tempo em que é tudo muito velho. A função existe há muito tempo, com nomes e responsabilidades um pouco diferentes, mas nova ela não é. Pode ser vista como uma releitura dos saudosos “Analistas de Organizações, Métodos e Sistemas”, uma profissão que ficou esquecida depois da ‘ascensão’ dos “Analistas de Sistemas” (AS). Veio a inevitável ‘queda’ dos AS’s, vieram os métodos ágeis e muito mais água debaixo da mesmíssima ponte, até que (re)descobrimos a importância desse cara que, na maioria das vezes, é apresentado como uma “ponte entre todos os stakeholders“. No artigo da CIO o job description é o seguinte:

“O AN é uma ponte entre o negócio e TI, trabalhando em ambos os lados para propor mudanças em processos e sistemas, visando satisfazer as necessidades do negócio.”

Definição meio perigosa, já que pode levar à falsa impressão de que um AN é um tipo de tradutor; que suas funções são um tipo de retrabalho; um passo ou uma fase adicional no processo de desenvolvimento. Enfim, um custo ou, pior ainda, um desperdício.

Em meu trabalho, logo no primeiro capítulo, reforço que um AN passivo não é um AN de verdade. Vira quase um “garoto de recados”. A razão para o rótulo “hot commodity” ficou, de certa forma, implícita na descrição acima: “trabalhando em ambos os lados para propor mudanças em processos e sistemas”. O ponto de vista de um AN é super-privilegiado. Ao navegar entre TI e o negócio, ele pode desenvolver uma perspectiva única, caríssima para qualquer empresa que fale seriamente sobre “alinhamento estratégico”.

Há dois dias estive em um dos maiores bancos brasileiros. Eles têm quase 150 AN’s, alocados em um departamento independente. Seu esforço: fazer com que os AN’s compreendam e assumam sua responsabilidade estratégica.

Não tem nada a ver com o banco, mas é por essa e outras que reafirmo: o BABOK, mesmo com as alterações previstas para a versão 2.0, está um tanto distante do alvo correto. Sua ênfase em documentação, no desenvolvimento e gestão de requisitos, cria uma visão um tanto equivocada das responsabilidades dos AN’s. Oportunamente, e com uma maior freqüência, espero explorar melhor o tema por aqui.

Por enquanto vale o registro da tendência: AN é um hot job. Resta torcer para que ele não seja recebido como um ‘salvador da pátria’; que sua certificação não se torne uma indústria com fim em si mesma; que os livros e cursos não mirem exclusivamente as provas de certificação; que os AN’s, fortalecidos, não tentem se fechar em “Escritórios de Análise de Negócios”… Enfim, que o AN aprenda com os erros dos outros.

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Momento “Oportunista, eu?”

A próxima turma do workshop “Formação de Analistas de Negócios” acontece no distante 27/set. Quem se inscrever até a próxima sexta, 31/ago, receberá 50% de desconto. Quem se inscrever e falar comigo antes receberá a versão eletrônica da apostila e um passe para o grupo de discussão exclusivo. A próxima versão da apostila, 0.7, será disponibilizada para os participantes das turmas anteriores no dia 20/set. Será a primeira versão com a formatação mais próxima da versão final do livro. Aliás, já está acertado que o livro será lançado em 27/Março/2008.

Até lá, melhor dizendo, até dezembro, é tratar de amadurecer e enriquecer o texto. Daí os workshops e o grupo de discussão. Daí que, logo, serão lançados os treinamentos. Espero falar sobre eles muito em breve.

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