Rendiconti: Dose Dupla

2.600km em 3 semanas. Tudo via asfalto (e buracos). Nos últimos 15 dias, dois workshops em Sampa: a 4ª turma do FAN (Formação de Analistas de Negócios) e a 1ª turma do 1º filhote do FAN: Engenharia de Requisitos. O cansaço é grande, mas valeu o esforço. Valeu bem mais do que eu esperava.

A 4ª turma do FAN marcou a despedida de um formato. Quando ele voltar, em fevereiro de 2008, será direcionado para coordenadores de projetos e gerentes de TI. A intenção será mostrar a criticidade e importância dos Analistas de Negócios (AN’s) em projetos e organizações de TI. Será o primeiro de uma nova série sobre Alinhamento Estratégico. A série será composta de maneira ‘bottom-up’: começarei dos AN’s, passarei por processos de desenvolvimento até chegar em arquitetura corporativa. (Estou pensando alto, mas é meu primeiro plano para 2008).

E a prestação de contas (rendiconti) da 4ª turma (07/nov)? Sem querer, ela serviu como experiência para um novo formato. A turma era menor. As interações foram mais freqüentes e ricas. Aliás, minha grande “derrota” foi a terceira turma. Não consegui criar “liga” com a platéia, e o evento terminou com uma hora de antecedência. Na 4ª, repetindo o mesmíssimo roteiro, o resultado foi consideravelmente superior. O problema com a redução do número de participantes é o custo. E, sinceramente, não queria que esses eventos ficassem caros. Estamos, Tempo Real Eventos e eu, analisando possibilidades.

Uma certeza: a “oficina” de Engenharia de Requisitos merecerá uma 2ª turma já em janeiro, dia 18. O FAN, em 2008, aparecerá como dois eventos “levemente acoplados”: Modelagem de Negócios (1ª turma dia 31/jan) e Engenharia de Requisitos. Como no evento de ontem, pelo menos 50% da carga horária será composta de exercícios. Ou seja, “oficina” de verdade.

Não preciso esconder, temia muito pelo evento de ontem. Lotação esgotada, era a primeira aparição pública do “Engenharia de Requisitos”. Na quinta-feira da semana passada, retornando para Vga, deu um “estalo” e resolvi remontar todo o evento (que até então pegava carona nos exercícios que eu havia elaborado para o curso completo de Formação de Analistas de Negócios). Minha preocupação: o negócio e respectivo projeto-exemplo eram relativamente complexos. Eu temia que tal complexidade desviasse o foco de meu principal objetivo: reforçar conceitos, práticas e métodos que formam a Engenharia de Requisitos. Passei sexta e sábado remontando praticamente metade dos 120 slides do evento.

Para minha satisfação, o workshop foi um grande sucesso. O que não significa que foi perfeito. Três participantes reclamaram a não execução integral do roteiro que estava no site do evento. Na revisão, acabei reforçando os exercícios em detrimento de algumas partes exclusivamente teóricas. Mas, na conta final, os participantes gostaram muito. Os exercícios, simulando entrevistas, workshops, sessões de brainstorming e a elaboração de casos de uso, se provaram bem legais. Eficazes no reforço de conceitos e práticas. Em outro post (que só virá depois que eu pagar uma certa dívida com a série sobre EPBE) comentarei um “acidente” que enriqueceu demais a “oficina”. No meio do acidente, perdidos numa imensa nuvem de fatos, idéias e requisitos, um participante concluiu: “Isso acontece em todo projeto!”. Sem perder muito tempo, vimos como é possível “domar” o projeto mesmo naquela fase mais “selvagem”. Mesmo em projetos que requerem muita “selvageria” (aka Criatividade). Mas, como eu disse, é assunto para outro post.

Para a realização do workshop pedi o reforço de 5 “monitores”: pessoas que haviam participado de turmas do FAN e que me ajudariam nos exercícios. A turma foi dividida em 5 grupos. O evento não teria o mesmo resultado não fosse a imensa colaboração de Celso Cândido, Jean Streleski, Nilton Nakate, Rafael Kiss e Reinaldo de Oliveira Castro. Registro aqui meu sincero agradecimento. Devo agradecer também toda a turma que participou. O nível era excelente, o que ficou evidente logo nas primeiras discussões. Eles enriquecem demais os eventos relatando suas experiências, dores e necessidades.

Portanto, nesta reta final para a liberação de todo o material desenvolvido para a Formação de Analistas de Negócios, só tenho uma coisa a lamentar: a não realização do curso de Modelagem de Negócios que estava previsto para o início de novembro. Como eu não seria nada honesto se ‘podasse’ o material, fazendo com que o curso tivesse uma carga horário menor que 35 horas (70 no total, considerando o módulo II sobre Engenharia de Requisitos), tenho que rever a oferta. Realizá-lo aos sábados? Oferecer como treinamento remoto? Sinceramente, ainda não descobri o melhor formato. Mas, tenho certeza, ele sairá ainda no início de 2008.

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E ainda não fechei a agenda de 2007 para os eventos gratuitos em escolas, faculdades (públicas ou privadas) e entidades sem fin$. Para minha felicidade, talvez eu finalmente consiga promover um deles em minha terra natal, Minas. Mais precisamente em Lavras (UFLA). Tô torcendo muito por isso. Outra oportunidade é São Carlos. Estou torcendo para o Reinaldo achar uma data. Final de ano é difícil, mas estamos brigando para viabilizar outras viagens do FAN. Mais 2 mil e tantos kilômetros de asfalto farão muito bem para o conteúdo.

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