Hiper-mega-ultra Prestação de Contas: Sampa, Floripa e Cascavel

30/09/2008

in Análise de Negócios,Evento

Quarenta e tantos dias sem nada de novo por aqui – só uns agendamentos. E, agora, uma prestação de contas? Pois é… E, infelizmente, igualmente defasada. Mas depois eu explico o sumiço. Agora um breve histórico dos 5 últimos encontros – 3 eventos (e menos vírgulas, por favor!).

10 e 24/set – Sampa: a dupla de oficinas. De todos os participantes, 40 e poucos contrataram o par. Este formato de comercialização torna as oficinas mais produtivas. Mas minha memória tem me enganado (“falei sobreisso na oficina anterior?”).  O formato também me dá uma segunda chance, a oportunidade de reverter alguma situação. E como eu precisei da 2ª chance. Sei lá porque o encerramento da oficina do dia 10 foi um atropelo só. Claro que deixei uma má impressão. Como praticamente todos os participantes voltaram no dia 24, creio que consegui ‘multiplicar por menos um’ aquela situação.Foi uma turma mais ‘morna’ que a média, mas acho que a culpa é só minha. De qualquer forma, as avaliações foram muito boas.

12/set – Floripa: Só “Engenharia de Requisitos”. Na realidade, um evento ‘bandaid’ que tentou minimizar acidentes comerciais que não merecem nosso tempo. Saí de 34°C em Sampa para uns 12°C em Floripa. Na hora do almoço acusei o baque, pensando que era só cansaço. Não era! Era a 3ª gripe do ano, o que forçou uma drástica revisão de meus hábitos (e dietas). A turma, muito boa, mesclava Floripa, Blumenau, Criciúma e Itajaí. Contei com o apoio do Ronan e do Jefferson, além da visita do Kerber e seus companheiros de escritório de AN. Foi uma turma mais ‘brigona’ que aquela de Sampa – o que sempre enriquece os eventos. As ‘brigas’ tratavam dos temas de sempre: Casos de Uso, Especificação, Documentação…

User Story - by RonanAliás, aproveitamos o evento para um breve duelo “Casos de Uso versus Estórias de Usuários (User Stories)”. O Ronan foi ‘convocado’ especialmente para esse teste. A figura ao lado mostra a estória escrita pelo Ronan. Abaixo o caso de uso (surrupiado da turma de Cascavel).

O duelo foi exaustivamente debatido em nosso fórum. A velha conclusão de sempre (“é uma questão de gosto”) é um perigo! Insisto em uma especificação de casos de uso que se limite exclusivamente ao domínio do problema – ao que o usuário precisa fazer. Assim aproximo, conceitualmente, as duas sugestões. Assim a equipe de construção não se vê constranginda por uma especificação fraca (e falsa). Mas as diferenças merecem destaque.

A estruturação da especificação de casos de uso não é uma questão de burocracia. O modelo que sugiro incentiva que o Analista de Negócios (AN) registre alguns dados básicos sobre os requisitos que estão sendo apre(e)ndidos, como seu valor para o negócio (ou Grau de Importância), o dono (responsável) dos requisitos e seu ponto de vista, o processo de negócio em questão etc. São informações que não visam a redução da comunicação da equipe. Pelo contrário, objetivam o enriquecimento dos debates e do conhecimento repassado pelo AN para o restante da equipe. E, como ilustrei no artigo O Parlamento, são informações bastante úteis em alguns processos de tomada de decisões.

O Ronan já disse que gosta de minha sugestão. Outros ‘xispeiros sem preconceito’ também devem gostar do modelo. Se for o caso, não precisa nem chamar de ‘casos de uso’. Que tal “histórias semi-estruturadas”? hehe.. ah… não dá pra colá-las em paredes? Paciência…

Especificação de Caso de Uso - by Ricardo & Grupo 6Parte da turma de Cascavel… Trampo pesado26 e 27/set – Cascavel: E que belíssima surpresa foi o evento de fechamento do mês. Não só porque Cascavel é muito bonita e agradável, mas principalmente porque ‘enfrentei’ uma turma muito boa – com 70 participantes! O evento foi promovido pelo APLTIC (Arranjo Produtivo Local – Tecnologia da Informação e Comunicações) do Oeste do Paraná e patrocinado pelo SEBRAE local. Aliás, devo registrar a excelente organização e agradecer toda a atenção que recebi.

O primeiro dia foi de ‘quebra-de-gelo’ – a turma ficou meio quietinha. Mas como é legal quando as oficinas ocorrem em dois dias consecutivos! O dia seguinte, um sabadão ensolarado, foi  superquente. Principalmente depois que uma turma de AN’s descobriu que tava fazendo o trampo de alguns Analistas de Sistemas (AS). Foi engraçado mas, se bem entendi, ambos os lados estavam meio insatisfeitos: Os AN’s pelo excesso de trampo; os AS’s  pela falta de espaço; ambos pelo volume de atritos. Não sei o que deu, mas muitos falaram que eu havia “mudado suas vidas para sempre”, hehe. Não sabem que também mudaram as oficinas para sempre… Mas isso eu conto depois. Por hora resta dizer que, por uma questão de logística (meu avião estava a 140km de distância, em Foz), a oficina teve 1 hora a menos. E a hora não fez falta? Nenhuma!

Tanto que, depois de muito tempo, tivemos uma turma completando todos os 6 exercícios propostos. E eu prometi registrar aqui qual proposta eu comprei… que dureza! Os grupos eram muito nivelados. O grupo 7, dos Paulos, elaborou protótipos bastante criativos. Mas economizou um pouquinho no caso de uso. O grupo 6, do Ricardo, caprichou mais no caso de uso e fez um protótipo bonitão (com logo da Visa?). O Grupo 9, da Fafita – o grupo que praticamente monopolizou as AN’s, também fez um bom trabalho na especificação de caso de uso. Mas não conseguiu gerar um documento de visão “vendedor”. Aliás, a objetividade do grupo 5 (Tiago) na elaboração da visão merece destaque. Assim como a especificação de caso de uso do grupo 8 (Callian). Resumindo: um grande empate técnico!…Quem faz mais barato? O grupo 5, que deu uma bela torcida na contagem de pontos por caso de uso. Quero ver entregar…

Inté!

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{ 6 comments… read them below or add one }

Jonas Fagundes September 30, 2008 at 21:26

Paulo,

“[...] um breve duelo “Casos de Uso versus Estórias de Usuários (User Stories)” [...] Insisto em uma especificação de casos de uso que se limite exclusivamente ao domínio do problema – ao que o usuário precisa fazer. Assim aproximo, conceitualmente, as duas sugestões. [...]”

Aproximaćão de “Casos de Uso” e “Estórias do Usuários” == “Causos de Usuários”? heheh

[]‘s Jonas

Reply

Juliano September 30, 2008 at 22:07

Olá Paulo, sou o Juliano do grupo 6,..rsss
o nosso caso de uso, que foi postado acima, afinal, ficou bom ? hehheehe

Muito bom o curso (apesar de eu ser da parte dos analista de sistemas)..rssss

abraços

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admin October 1, 2008 at 11:38

Fala Jonas!

Toda vez que falo ou penso em “xispeiros sem preconceito” aguardo sua visita, hehe. Ainda na NZ? Pelo cedilha com rabo na cabeça, creio que sim, rs…

“Causos de Usuários”, “Estórias de Uso”… o nome não importa. O que importa é o conhecimento bem descoberto e bem descrito.

Fala Juliano!

O que você acha? Como AS, você gostaria de receber o caso que seu grupo desenvolveu? Por que?

Abração,

Paulo

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Ronan October 1, 2008 at 12:18

Paulo,

Particularmente gosto de chamar os seus Casos de Uso de “Casos de Uso Ágeis”, principalmente porque têm uma das principais características das Estórias de Usuários, “Um convite a conversa”.

No mais, apesar das diferenças eles têm preocupações bem semelhantes:
- As duas ferramentas permitem registrar o “Valor de Negócio” do Requisito;
- As duas ferramentas permitem registrar pontos básicos sobre o requisito que está sendo aprendido (no caso das Estórias, seria o “Conversation”);
- As duas ferramentas permitem registrar pontos (requisitos funcionais, regras de negócio) que foram definidos e devem ser registrados.

Tudo o que desenvolvedores ágeis não querem são Casos de Uso como especificações técnicas (determinar antecipadamente COMO deve ser feito), mas isso já ficou claro que também não é a sua proposta.

Além disso, uma coisa que legal ressaltar é que a sua proposta de Casos de Uso vem junto com um formulário (padrão?), o que é muito bom pelas seguintes razões:
- Serve como “lembrete” sobre os pontos a serem conversados e anotados (ajuda a não esquecer de perguntar ou anotar alguma coisa);
- Ajuda a organizar as informações;
- Reduz a tendência do Analista de entrar no COMO;

Quero dizer que… com Estórias de Usuários é possível se anotar as mesmas informações, porém de forma diferente, mas a liberdade de escrever apenas o que se quer poderia induzir o Analista a não anotar alguma informação relevante.

Então ta aí mais um ponto para o seu formulário de Casos de Uso.

[]s
Ronan

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admin October 1, 2008 at 12:55

Pôxa Ronan,

Devo agradecer não só a grande ajuda que você deu lá em Floripa, mas também a clareza e objetividade de seu comentário. Show de bola!

Abraços,

Paulo

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Juliano October 2, 2008 at 11:40

Olá Paulo
Quanto a pergunta se eu gostaria de receber o caso de uso
eu diria que sim, por estar bem objetivo, e usando a citação do Ronan
não entrou no mérito de COMO fazer, e como você mesmo disse, o AN domina o problema
o AS domina a solução. Mas, atribuo a objetividade também ao seu modelo, que novamente pegando o que o Ronan disse, não deixa esquecer os pontos principais e organiza as informações de uma forma muito boa.
por favor, me corrija se eu estiver errado..rssss

abraços

Juliano

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