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A Resposta do IIBA

Como prometi em “BABoK: Uma Leitura Crítica“, o IIBA terá o mesmo espaço e destaque para publicar suas respostas às críticas apresentadas naquele artigo. Suzandeise Thomé, presidente do Chapter São Paulo do IIBA, encaminhou uma resposta oficial. Ela segue na íntegra:

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Primeiramente quero agradecer ao Paulo pela sua análise do BABOK® 2.0. Aliás, esta leitura crítica feita por ele é consequência de uma conversa nossa há algumas semanas, quando eu lhe mostrei o diagrama com a estrutura do BABOK® 2.0 e praticamente o provoquei a comprar o documento e estudá-lo… Acho essa discussão extremamente construtiva.

Concordo que o BABOK® 2.0 tenha defeitos. A imaturidade do BABOK® 2.0 citada por Joe Gollner em seu artigo “O Curioso Caso da Análise de Negócios” não foi contestada por Kevin Brennan, IIBA VP Body of Knowledge, em sua resposta “O Perfeito é Inimigo do Bom.” Ao invés de defender o BABOK® 2.0, Kevin defendeu a iniciativa do IIBA de documentar as práticas de Análise de Negócios mesmo numa época em que a própria disciplina está em processo de formalização. Ele ressalta que o BABOK® 2.0 não é uma compilação das melhores práticas de Análise de Negócios, mas sim uma compilação de “generally accepted practices”, ou práticas habitualmente utilizadas por Analistas de Negócios. (Vale aqui uma retificação da descrição utilizada por mim em palestras recentes do IIBA-SP. Utilizei o termo “melhores práticas” para descrever o BABOK® 2.0 quando eu deveria ter dito “práticas habitualmente utilizadas.”)

A discussão iniciada por Joe Gollner, rebatida por Kevin Brennan, e resumida por Jonathan Babcock em “IIBA: Timely or Premature?” ressalta o fato de que é preciso ter um ponto de partida, de que é necessário criar um Corpo de Conhecimento para poder depois aperfeiçoá-lo. A iniciativa do IIBA de trazer formalização e reconhecimento à profissão e de documentar suas práticas vem de encontro à necessidade dos profissionais desta área que, até hoje, enfrentam dificuldades para justificar não só seus cargos dentros das empresas mas tamtém o tempo despendido em atividades de Análise de Negócios nos projetos em que atuam.

Defendo a existência do BABOK® 2.0 como guia de referência para Analistas de Negócios que deve descrever as atividades com as quais devemos nos preocupar. O objetivo do BABOK® 2.0 é estabelecer uma visão abrangente, não um manual detalhado de como se executar Análise de Negócios em situações específicas.

Respostas oficiais que obtive até o momento:

Técnicas incluidas no BABOK® 2.0

A escolha das técnicas a serem incluidas no BABOK foi baseada numa pesquisa feita no final de 2008 com membros do IIBA ao redor do mundo. Foram escolhidas as técnicas que muitos Analistas de Negócios utilizam no seu dia a dia. Não são as técnicas mais recomendadas, nem as únicas que um Analista de Negócios deve saber mas sim as que um AN deve estar preparado para executar. Em linha com o restante do BABOK® 2.0, essa lista é um ponto de partida.

Referências ao PMBOK

A omissão de referências ao PMBOK na versão final do BABOK® 2.0 se deve à decisão do IIBA de não fazer referências a fontes específicas exceto em casos absolutamente necessários. Além disso, a data de lançamento da quarta edição do PMBOK não permitiu que o IIBA tivesse tempo de rever as referências mencionadas no DRAFT e atualizá-las para refletir a versão mais recente do PMBOK.

Encerro aqui a minha defesa do BABOK® 2.0 como Presidente do IIBA-SP. Minha opinião pessoal sobre o artigo “BABoK: Uma Leitura Crítica” colocarei como comentário, pois não posso defender cegamente algo que não escrevi. Repito o que disse ao Paulo pessoalmente e também em palestras do IIBA-SP: continua de pé o meu compromisso de levar ao IIBA críticas construtivas que nós brasileiros gerarmos. Acredito que temos muito a contribuir para a compilação das melhores práticas de Análise de Negócios. Levarei as críticas do Paulo Vasconcellos e as minhas próprias dúvidas ao Kevin Brennan e me comprometo a compartilhar as respostas assim que eu as obtiver.

-Suzandeise Thomé
Presidente
IIBA São Paulo