Vou participar do Seminário Engenharia de Software que acontecerá amanhã (sáb, 28/ago) em Sampa. Entrei aos quarenta do segundo tempo e montei uma palestra com temas que há tempos agitam minha gaveta. “O Futuro não é mais como era antigamente” é o título. Estruturei o papo, que terá uma hora de duração, em três atos:
- O Clube da Esquina Globalizada
- O Cérebro Eletrônico faz (quase) Tudo
- Um Museu de Grandes Novidades
Agora, de maneira menos enigmática: Pessoas (e Times); Tecnologias (e Arquitetura); Processos (e Projetos). A questão que não responderei: os métodos e teorias sobre engenharia de software resistem ao confronto com as pessoas e tecnologias de hoje? Irei do SABRE ao SEMAT passando pela Índia e Argentina, falando de iPods, iPads e Arquitetura Corporativa. Enfim, será uma viagem só. Espero não espantar o público. Como será a primeira palestra após o almoço, espero principalmente manter todos acordados. (Você sabe, sabadão em Sampa, feijoada…).
O evento deve contar com cerca de cem pessoas. É um público relativamente diferente daquele que costumo encontrar em meus eventos, particularmente no FAN. Por isso vou aproveitar a oportunidade para apresentar o FAN (fora da palestra, obviamente) e meus novos “produtos”. Taí a principal razão deste post.
Há meses trabalho na elaboração de um portfólio de produtos e serviços. O FAN, de certa maneira, me “travou” em Análise de Negócios durante três anos. Não posso reclamar, mas preciso variar de assuntos. Antes dele eu tinha o costume de estudar e pesquisar um tema por ano. Tema que guiaria a pauta do finito e que invariavelmente se tornava uma palestra ou algo do tipo. Foi assim com Gestão de Conhecimentos Interprojetos, SOA e Gerenciamento do Trabalho Criativo. Minha última “pesquisa” já dura mais de 40 meses e está compilada na forma de um livro que nunca sai. O livro não sai, mas acaba de render três novos “produtos”:
FPO – Formação de Donos de Produtos
Concordo, que sigla FDP! Cheguei a antecipar via Twitter, meses atrás, que lançaria o FDP. Meus parceiros não gostaram muito: “Veja bem, o público alvo é formado por gerentes de produtos, especialistas em determinado domínio e outros ‘super’ usuários. Não pega bem falar que eles vão participar de um treinamento FDP, né?” Tive que concordar. E fazer uma gambiarra na sigla. Como “FAN” nasceu por acaso, talvez este curso nem devesse ter uma sigla. Se necessário, o público criaria uma. Talvez crie.
O importante é que se trata de minha primeira oferta para um público bem específico: usuários do framework Scrum. É impossível ignorar a sua proliferação e, principalmente, as grandes dificuldades que organizações e times têm enfrentado. O Dono do Produto (ou Product Owner) é o papel mais crítico e complexo em um projeto guiado pelo Scrum. Elaborei uma oficina para iniciantes (não para iniciados). E me concentrei em questões fundamentais:
- O Dono do Produto
- Por que a função é tão crítica e complexa?
- Os Bons e Maus Candidatos
- Convivência com a Equipe Técnica
- Time do Produto?
- O Backlog do Produto
- Criando uma Visão do Produto
- Criando o Backlog do Produto
- Priorização e Manutenção do Backlog
- Roadmaps, Releases, Sprints…
FLP – Formação de Líderes de Projetos
Alguns artigos publicados desde o final do ano passado já antecipavam o desenho desta oficina. Não se trata de maneira alguma de uma alternativa aos tradicionais treinamentos para gerentes ou coordenadores de projetos. Percebi uma imensa lacuna entre as ofertas existentes e algumas demandas. E desenhei a oficina em torno de três grandes tópicos:
- O Novo Líder de Projetos
- Perfil e Habilidades Essenciais
- Vícios a Abandonar
- Qualidades a Cultivar
- Formando e Liderando Times
- Os 33% a Conquistar
- Princípios e Práticas
- Valor, Qualidade, Restrições: Pontas de um Novo Triângulo
- Valor: Definição, Priorização e Criação
- Qualidade: Negociável?
- Restrições: Prazo, Custo ou Escopo - Escolha uma (ou duas)
FAN (Break) Fast
Mas é claro que não deixarei de falar sobre Análise de Negócios. Novamente experimentarei um formato pouco tradicional: um café da manhã, sempre numa sexta-feira, em um hotel legal e com um convidado especial. Cada encontro girará em torno de um tema específico. Espero promover um a cada 45 ou 60 dias. Antecipo os temas dos primeiros encontros:
- Análise de Negócios
- Um Protocolo de Comunicação para Executivos de TI
- Processos Inteligentes
- A Nova Geração de Processos de Negócios
- Analistas de Negócios Valem Ouro?
- Um Panorama do Mercado e Perspectivas para a Profissão
- Pensamento Visual
- Habilidade Essencial que todo Analista de Negócios deveria desenvolver
.:.
Todos os meus “produtos” são desenvolvidos de uma maneira iterativa e incremental. É que eu sei que vou errar. Por isso as primeiras edições dos eventos acima serão lançadas em caráter “beta”. Todos serão testados até o final do ano, com uma ou duas edições cada. Aguarde para os próximos dias a divulgação da agenda. E, por favor, pode registrar aqui suas dicas, críticas e sugestões. Desde já agradeço. Inté!
PS: A imagem utilizada, “Coffee Cup(s)“, é de Phillip Hilpert.

The PO’s, Líderes de Projetos e um Cafezinho by finito, unless otherwise expressly stated, is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 Brazil License.
Artigos relacionados:
- Agile Product Management with Scrum
- [SOA # 7] – Os Projetos SOA
- Reflexões
- O Dono do Produto
- Classificando e Priorizando Projetos
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{ 8 comments… read them below or add one }
Eu assisti sua palestra no dia 28/08/2010, e achei esse link com alguns casos que se enquadram bem com o ato “O Cérebro Eletrônico faz (quase) Tudo “, principalmente porque que tem um acontecimento real sobre falha de software de equipamento hospitalar, parecido com o que vc utilizou como exemplo:
http://testesdesoftware.blogspot.com/search/label/Preju%C3%ADzos%20da%20nao%20qualidade
No mais, gostei muito da sua palestra, só estou esperando a Tempo Real liberar o material para download.
Abraço.
Olá Ronaldo,
Nos últimos dias recebi vários casos que ilustram ainda mais o que tentei falar na palestra. Particularmente sobre o “apagão” de mão de obra qualificada. Agradeço as dicas.
Enviei ontem para a Tempo Real o material para download. Você deve recebê-lo em breve.
Abraços e muito obrigado pelo comentário.
Paulo Vasconcellos
Que boas notícias!
O público-alvo continua restrito a desenvolvedores de software?
Abs!
Fala Leandro!
Não meu caro, meu portfólio começa a ficar um pouco mais abrangente com essas novas ofertas. Claro que os projetos de software seguirão dominando os debates. Mas o conteúdo dos novos cursos, tanto teórico quanto prático, será mais amplo. Aliás, reservo grandes novidades para a parte prática das oficinas.
Obrigado pela força. Abraços,
Paulo Vasconcellos
Que legal, Paulo. Tenho certeza que você será muito bem sucedido ao compartilhar sua visão com outras áreas.
Aliás, um ponto que me chamou atenção nesse post foi a menção ao Gerenciamento do Trabalho Criativo. Você já publicou algo específico a respeito? Pode mandar as referências?
Abs!
Oi Leandro,
Publiquei uma pequena série em 2006. Não resisti e li de novo, depois de muito tempo. Acho que escrevia melhor naquela época, hehe… E fiquei com uma vontade danada de terminá-la ou retomá-la. Até porque tem tudo a ver com os novos FLP e FDP (FPO). Vamos ver se consigo.
De novo, muito obrigado pela força.
Abraços,
Paulo
ps: As referências você encontra em cada artigo da série, ok?
Oi Paulo,
Li a série, gostei e fiquei contente em ver que lá no longínquo 2006 você já praticava uma abordagem mais abrangente. Não há uma referência sequer à indústria de software. Suas dicas e reflexões são bastante úteis aqui na nossa indústria da publicidade.
Talvez, após esses quase 4 anos, caiba uma revisão na declaração: “Eu não tenho dúvidas de que o verdadeiro ‘dono’ do projeto é o Arquiteto”, certo? Apesar de entender que naquele tempo (e ainda hoje) precisamos de um contraponto para esse senso comum de que o ‘dono’ do projeto é o Project Manager. Afinal, É o Negócio…
Abraço!
Oi Leandro,
Obrigado pelo elogio. Aquele trabalho realmente nasceu mirando um público mais amplo. E realmente merece uma revisão e uma conclusão.
Ah.. minhas certezas, hehe. Depois daquilo ainda fiquei dois anos ou mais insistindo no arquiteto como PO, lembra-se?
Abraços,
Paulo Vasconcellos