Sobretudo
Sistemas são ferramentas de compreensão. Tivemos que inventá-los para dar um pouco de ordem e sentido ao mundo.
Com quantos sistemas você convive? De quais sistemas você depende? Quais sistemas dependem de você?
Tudo o que não é caos é sistema. Qualquer conjunto que tenha algum sentido - propósito ou função - pode ser tratado como um sistema.
O problema é que quaisquer duas perspectivas vão revelar verdades sobre o sistema que não são nem totalmente independentes nem inteiramente compatíveis.
Discordaremos. Isso é bom. É preciso. Porque sempre existe algo sobre um sistema que não sabemos. A diversidade de pontos de vista tende a reduzir o número de pontos cegos e mal entendidos. Porque só a variedade absorve variedade.
A variedade de perspectivas tende a revelar uma história mais confiável. E nós precisamos conhecer a história do sistema se pretendemos influenciar de alguma maneira a sua evolução.
Exercemos a nossa influência dentro e fora do sistema. Podemos mexer na estrutura do sistema e/ou reposicioná-lo no ambiente. Essas opções não são mutuamente exclusivas. Uma abordagem sistêmica sempre vai considerar os dois movimentos...
... Estudando o comportamento e tudo o que emerge desse encontro. Compreendendo a dinâmica que só se justifica quando está relacionada a trocas que o sistema faz com os outros integrantes do ambiente. Trocam-se matéria, energia e informação.
Um sistema deixa de ser viável quando não consegue mais fazer essas trocas.
Um sistema deixa de ser sustentável quando agride e suja o ambiente como se não dependesse dele.
Um sistema deixa de ser viável, sustentável e inteligível quando suas partes e interagentes não conseguem definir um único interesse ou propósito em comum.


